terça-feira, 27 de setembro de 2011
Manipular números......
A FIBA actualizou os Rankings .
Nada como a verdade dos números para nos situarmos na realidade.
Portugal é agora 18º no Ranking Europa (era antes 17º) e 44º no Mundial (era 47º).
Ao ler com cuidado as duas entrevistas que têm agitado o basquetebol nacional fácil é concluir que se enganaram os dois..
http://www.fiba.com/pages/eng/fc/even/rank/p/openNodeIDs/17815/selNodeID/17815/rankYouthWomen.html
http://www.fiba.com/pages/eng/fc/even/rank/p/openNodeIDs/17815/selNodeID/17815/rankYouthWomen.html
sábado, 24 de setembro de 2011
«A verdade existe, as mentiras é que são inventadas!» – Mário Palma Por António Barros
Finalmente a modalidade é noticia nos jornais. A recente entrevista do Prof.J. Araújo agitou o meio e entre outras consequências teve hoje resposta no Jornal "A Bola". Mesmo baixando de nível é importante que se discuta a modalidade e o seu futuro. Novidade relativamente a mim : o lugar de treinador adjunto da selecção Nacional !!!
Mário Palma está revoltado com a análise que o antigo rival Jorge Araújo fez na edição de A BOLA de 10 de Setembro sobre o estado da nação basquetebolística, na sequência da participação da Selecção Nacional no Europeu da Lituânia. O seleccionador nacional contra-atacou e criticou frontalmente o actual presidente da AG da FPB, acusando-o de procurar minar o organismo.
Está com o semblante um pouco carregado. Isso é o resultado de ter lido a análise e reflexão que o seu antigo rival dos campos de basquetebol, Jorge Araújo, fez a A BOLA sobre o actual estado da modalidade?
- Não. Estou mesmo adoentado, um pouco engripado. Mas claro que estou revoltado com as declarações do Jorge Araújo ao vosso jornal. Nesse artigo, que é mais de opinião do que outra coisa qualquer, o senhor presidente da AG da FPB, que é assim como o vou tratar, despediu-nos a todos: direcção da federação, treinadores, jogadores e dirigentes associativos. Não esperava uma coisa destas. Foi uma quebra gravíssima de lealdade da sua parte. Como presidente da AG só tem de fazer uma coisa: demitir-se. Já não tem condições para continuar no cargo.
- Está a acusá-lo claramente de ter sido desleal...
- Claro! E também o acuso de deturpar os factos. A verdade existe, as mentiras é que são inventadas. E vou demonstrar isso mesmo. Quando ele afirmou que Portugal foi à fase final do Europeu na 27.ª posição do ranking, isso não é verdade. Entrámos no Europeu na 24.ª posição e terminámos a campanha na Lituânia na 21.ª posição. Essa é que é a realidade. Mais: não existem rankings na FIBA Europa. O que existe é um ranking elaborado todos os anos pela FIBA Mundial. Estamos entre as 17 melhores selecções europeias, fruto das magníficas campanhas efectuadas no Eurobasket 2007 e 2011 e provavelmente vamos subir para o 15.º lugar. Quando o senhor presidente da AG propõe para 2015 o 20.º lugar do ranking da FIBA, demonstra até que ponto a sua ignorância é atrevida.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Amigos sim...mas dentro do campo.
Sempre tive claro que os jogadores devem ser amigos e solidário...no campo.
Nunca entendi muito bem aquele conceito de que somos uma família e saímos todos juntos . Desde os tempos antigos do Benfica sempre os vi muito amigos...dentro do campo. Cá fora cada um vai à sua vida.Se forem amigos tudo bem..senão tudo bem na mesma.
O artigo do Planeta Basket reforça estas minhas convicções :
"Os Chicago Bulls construíram uma dinastia na NBA dos anos 90. Com Michael Jordan, Scottie Pippen e Phil Jackson à cabeça, a equipa da Cidade do Vento foi acrescentando peças ao seu plantel para se manter no topo da liga norte-americana. Uma dessas peças foi Dennis Rodman, recentemente eleito para figurar no Hall Of Fame do basquetebol.
'O Verme' foi uma das figuras mais mediátias dos anos 90, com a sua postura controversa e irreverente. Foi também um dos melhores ressaltadores e defensores da história do jogo, sendo épicas as suas batalhas com algumas das grandes estrelas da década de 90 - que o diga Karl Malone, então nos Utah Jazz e que saiu derrotado de duas Finals consecutivas pelos épicos Chicago Bulls onde brilhavam Jordan, Pippen e Rodman, entre outros.
Muito recentemente, Dennis Rodman falou sobre a sua relação com as super-estrelas dos Bulls, e com restantes membros da organização de Chicago. E depois de Scottie Pippen veio a público dizer que nunca tinha tido uma conversa com Dennis Rodman, 'O Verme' confirmou isso mesmo e explicou o porquê da ausência de conversa com as duas figuras principais dos Bulls. "Para mim era importante chegar a Chicago e vencer. Não tenho um emprego para falar com as pessoas. A minha função é perceber como as pessoas trabalham e fazer com que acreditem que eu pertenço a esse grupo. Falar com as pessoas chega com o tempo. Os relacionamentos vêm com o tempo. Se me virem a desempenhar bem o meu trabalho e a pertencer ao grupo, fico satisfeito. Eu e o Scottie - estamos bem hoje em dia. Somos um pouco mais velhos, mais sábios. Estamos bem. Mas nunca tivemos uma conversa. Eu o Scottie e o Michael nunca tivemos uma conversa nos 3 anos que estivemos em Chicago. As únicas vezes que falámos foi dentro de campo."
sábado, 17 de setembro de 2011
MACEDONIA: O treinador invisível...
No site da FEB encontrei um interessante artigo que passo a compartilha :
Miguel Panadés
"17/09/2011 Contéstenme de memoria, por favor, ¿cómo se apellida el entrenador de Macedonia, selección que llegó al Eurobasket clasificada en el puesto 47 del Ranking FIBA
Los ecos de los cruces de cuartos y semifinales dejaron de una parte las maravillosas exhibiciones de Navarro y Gasol y, de otra, la actuación de Macedonia. Me gustaría profundizar sobre la selección capaz de eliminar a Lituania y poner contra las cuerdas a España. Me gustaría hacerlo en compañía de los entrenadores que se quieran unir a al debate y contribuir con sus opiniones.
Marin Dokuzovski, 51 años, entrenador que ha ejercido casi siempre en Macedonia, mayoritariamente en el Rabotnicki, excepto dos temporadas en Bulgaria, una como entrenador ayudante y otra como primer entrenador en el Luckoil Academic. Que fue seleccionador U18 en la Federación de Macedonia, que luego fue entrenador ayudante en la Absoluta, para posteriormente Seleccionador senior. Un buen currículum, invisible a los ojos mediáticos, pero un buen currículum. Invisible sí, como tantos y tantos entrenadores que ejercen en sus respectivos clubes o selecciones “no ganadores o ganadoras” y consiguen exprimir al máximo sus recursos desde la discreción absoluta. La inmensa mayoría de entrenadores son invisibles, como la inmensa mayoría de jugadores, como la inmensa mayoría de ciudadanos… y de pronto, una oportunidad, una ocasión para mostrar su nivel y la demostración ante los ojos de todos que poseen el talento, la capacidad profesional para competir con las “estrellas”, para conseguir el fundamental objetivo de todo entrenador: que sus jugadores brillen.
Considero misión tan complicada conseguir que un equipo de estrellas sea capaz de ponerse el mono de trabajo como que un equipo limitado rinda como estrellas. No sabría decantarme por cual de las dos misiones tendría más dificultad y ahí sí invito al debate. ¿Conseguiría Phil Jackson meter a Macedonia, con los jugadores actuales, en semifinales? ¿Conseguiría Dokuzovski ganar el anillo con Los Lakers con los jugadores actuales? La respuesta la encontraremos seguramente, de una parte, en la capacidad gestión de las particulares características de los jugadores, con sus perfiles de estrellas o de humildes guerreros. De otra parte en la utilización adecuada de las capacidades deportivas de cada uno de ellos.
Dokuzovski consiguió lo que tantas veces parece imposible y que se demuestra que no lo es tanto. Mover una plantilla corta consiguiendo que sus tres jugadores referentes – McCalebb, Ilievski y Antic – dispusieran de las opciones, de la libertad, de la confianza necesaria para finalizar la mayoría de las acciones. Ojo, hablamos de tres jugadores de gran nivel pero no de All Stars. Consiguió esa selección además desarrollar un juego de equipo que ha maravillado a todos los entrenadores, pasándose el balón como hacía tiempo no se veía, ocupando perfectamente los espacios, agrandando la pista en ataque como todos los técnicos pretenden en sus equipos para beneficio de los penetradores.
Y a todas esas virtudes, otra imprescindible para competir con rivales teóricamente superiores. Un inmenso corazón, por no recurrir a otros calificativos machistas, en defensa. Buena defensa de uno contra uno, buenas ayudas, dureza absoluta en la pintura. Sí, frente a España encajó 92 puntos, pero anteriormente la media apenas superaba los 60 por partido. Muchos entrenadores se sintieron identificados con Macedonia, porque la mayoría de entrenadores dirigimos “Macedonias”, es decir, equipos con “calidad limitada”. Desde estas líneas homenaje a Dokuzovski, entrenador invisible – me cuentan que ni una bronca a sus jugadores en todo el campeonato -, invisible hasta que el destino le permitió demostrar ante los ojos del baloncesto internacional que no ser conocido no quiere decir no ser talentoso. Todo un homenaje a la inmensa mayoría de técnicos… invisibles.
Marin Dokuzovski, 51 años, entrenador que ha ejercido casi siempre en Macedonia, mayoritariamente en el Rabotnicki, excepto dos temporadas en Bulgaria, una como entrenador ayudante y otra como primer entrenador en el Luckoil Academic. Que fue seleccionador U18 en la Federación de Macedonia, que luego fue entrenador ayudante en la Absoluta, para posteriormente Seleccionador senior. Un buen currículum, invisible a los ojos mediáticos, pero un buen currículum. Invisible sí, como tantos y tantos entrenadores que ejercen en sus respectivos clubes o selecciones “no ganadores o ganadoras” y consiguen exprimir al máximo sus recursos desde la discreción absoluta. La inmensa mayoría de entrenadores son invisibles, como la inmensa mayoría de jugadores, como la inmensa mayoría de ciudadanos… y de pronto, una oportunidad, una ocasión para mostrar su nivel y la demostración ante los ojos de todos que poseen el talento, la capacidad profesional para competir con las “estrellas”, para conseguir el fundamental objetivo de todo entrenador: que sus jugadores brillen.
Considero misión tan complicada conseguir que un equipo de estrellas sea capaz de ponerse el mono de trabajo como que un equipo limitado rinda como estrellas. No sabría decantarme por cual de las dos misiones tendría más dificultad y ahí sí invito al debate. ¿Conseguiría Phil Jackson meter a Macedonia, con los jugadores actuales, en semifinales? ¿Conseguiría Dokuzovski ganar el anillo con Los Lakers con los jugadores actuales? La respuesta la encontraremos seguramente, de una parte, en la capacidad gestión de las particulares características de los jugadores, con sus perfiles de estrellas o de humildes guerreros. De otra parte en la utilización adecuada de las capacidades deportivas de cada uno de ellos.
Dokuzovski consiguió lo que tantas veces parece imposible y que se demuestra que no lo es tanto. Mover una plantilla corta consiguiendo que sus tres jugadores referentes – McCalebb, Ilievski y Antic – dispusieran de las opciones, de la libertad, de la confianza necesaria para finalizar la mayoría de las acciones. Ojo, hablamos de tres jugadores de gran nivel pero no de All Stars. Consiguió esa selección además desarrollar un juego de equipo que ha maravillado a todos los entrenadores, pasándose el balón como hacía tiempo no se veía, ocupando perfectamente los espacios, agrandando la pista en ataque como todos los técnicos pretenden en sus equipos para beneficio de los penetradores.
Y a todas esas virtudes, otra imprescindible para competir con rivales teóricamente superiores. Un inmenso corazón, por no recurrir a otros calificativos machistas, en defensa. Buena defensa de uno contra uno, buenas ayudas, dureza absoluta en la pintura. Sí, frente a España encajó 92 puntos, pero anteriormente la media apenas superaba los 60 por partido. Muchos entrenadores se sintieron identificados con Macedonia, porque la mayoría de entrenadores dirigimos “Macedonias”, es decir, equipos con “calidad limitada”. Desde estas líneas homenaje a Dokuzovski, entrenador invisible – me cuentan que ni una bronca a sus jugadores en todo el campeonato -, invisible hasta que el destino le permitió demostrar ante los ojos del baloncesto internacional que no ser conocido no quiere decir no ser talentoso. Todo un homenaje a la inmensa mayoría de técnicos… invisibles.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Que propostas concretas sugere entretanto para os tempos mais próximos?
Continuação entrevista Pof.J.Araújo (Jornal A Bola)
"Tenho procurado ouvir, de forma continuada, a opinião de vários agentes da modalidade, todos muito ligados ao pulsar diário da modalidade.
"Tenho procurado ouvir, de forma continuada, a opinião de vários agentes da modalidade, todos muito ligados ao pulsar diário da modalidade.
Ressaltam
as seguintes:
-
Definição clara de objectivos globais para as selecções
masculinas e femininas. Principalmente, devemos apontar para, em 2015,
estarmos a na 20ª posição europeia.
-
Apostar (claramente!) no basquetebol Feminino.
-
Consolidarmos uma detecção de talentos consistente e bem fundamentada logo a
partir dos escalões etários de 11/ 12 anos. Integrar neste
projecto de detecção de talentos, um Torneio Nacional de selecções Sub 12 .
-
Promover, anualmente, uma concentração nacional de talentos Sub 12. Esta selecção deve trabalhar, periodicamente, em
regime de concentração.
-
Criar Selecções Nacionais Sub 13 e Sub 15 e competir Internacionalmente
; organizando torneios em Portugal e com a Espanha, a nível de regiões.
-
Colaboração estreita com Desporto Escolar, associada ao
já em curso Projecto Sumol/Compal. Neste âmbito, separar jogadores federados dos escolares não federados,
alargando assim o âmbito de recrutamento.
-
Promover a modalidade em parceria com um canal de televisão
-
Reformulação geral dos quadros competitivos para os escalões mais jovens.
-
Promover um "Forum" anual destinado a debater a formação de
jovens jogadores e treinadores.
-
Mudar, no basquetebol feminino sub 14, a bola, tamanho 5 para 6
-
Regulamentar as transferências de jovens jogadores “premiando” os clubes que
trabalham mais e melhor ao nível da formação .
-
Rever tudo o que se refere ao funcionamento dos Centros de Alto Rendimento,
masculinos. Enquanto se registam resultados positivos evidentes nos
CAR femininos, no masculino passa-se o contrário.
-
Reduzir, na Liga, as inscrições de estrangeiros para simplesmente 2, e na
Proliga somente 1 (o aumento recente para 4 estrangeiros na Liga é em absoluto
contraproducente)."
MODELOS VIGENTES ESTÃO ESGOTADOS
Continuação entrevista Prof. J. Araújo (Jornal A Bola)
"O
modelo em que a modalidade assentou nos últimos anos, dá claros sinais de
também precisar de refrescar conceitos e tipos de intervenção.
Algo
de novo deve acontecer, novas pessoas, novas ideias e um cada vez maior grau de
compromisso, tal como muita exigência e rigor para conseguirmos atingir a meta
de nos aproximarmos da 20ª posição Europeia até 2015.
As
soluções até aqui encontradas, terminaram o seu caminho e a recente criação do
Conselho Consultivo do Presidente da Federação deverá constituir a primeira
prova de que algo irá mudar daqui para a frente.
Precisamos
agitar a modalidade e de não permitir que, tal como aconteceu em 2007, só daqui
a ano e meio ou dois anos, comecemos, verdadeiramente, a pensar no Europeu de
2013.
O
basquetebol feminino exige entretanto, de todos nós, uma outra atenção, pois o
potencial que tem vindo a demonstrar, justifica passar a constituir uma aposta
cada vez mais consistente.
Necessitamos
de olhar para a realidade europeia e mundial da modalidade percepcionando-a e
interpretando-a ao serviço de um basquetebol português mais ambicioso e consequente,
onde entretanto o basquetebol feminino nos poderá dar uma ajuda decisiva.
ROMPER COM A RESISTÊNCIA À MUDANÇA
Urge
romper com a resistência à mudança que alguns agentes da modalidade persistem
em evidenciar. Temos de mudar no sentido de sermos capazes de evoluir para além
do nível médio europeu em que nos encontramos.
Estarmos,
actualmente, a nível masculino, muito próximos da 30ª posição classificativa
entre 41 países, não nos pode satisfazer e é fundamental termos ambição suficiente
para atingirmos, até 2015, no mínimo, o 20º lugar.
As
derrotas agora acontecidas, deverão servir para, através delas, retirarmos as
devidas lições acerca do que nos falta para, no espaço de três a quatro anos,
podermos vencer, como se impõe, alguns
daqueles que agora nos derrotaram.
Entretanto,
está esgotada a actual geração de jogadores da selecção nacional sénior
masculina, que nos ajudou em 2007 e em 2011 a estarmos presentes entre os
melhores da Europa.
Devemos
agradecer-lhes e, principalmente, sermos capazes de estar ao mesmo nível que
eles, através de um plano de desenvolvimento da modalidade que comece, desde
já, a proceder à respectiva substituição e onde alguns deles, inclusive possam
colaborar. Tornando, naturalmente, extensiva, esta homenagem, aos treinadores
que, com eles trabalharam, referindo-me ao Valentim Melnichiuk e ao Mário Palma
e Mário Gomes, entre outros.
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