quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Recordar Jim Valvano


Recordar o coach James Valvano (Jimmy V) que ganhou o Campeonato da NCAA em 1983 comandando North Carolina State University, faz parte da tradição do basquetebol norte americano . Na memória de muitos de nós, os mais antigos , está ainda a imagem de um treinador campeão a correr de mãos no ar à procura de um abraço…
A carreira de Valvano teve altos baixos. Em 1990, foi acusado de violar as regras da NCAA no famoso livro : Personal Fouls de Peter Golenbock, que já tive oportunidade de ler. Os jogadores vendiam botas e bilhetes para os jogos e ficavam com o dinheiro. NC State ficou assim impedida de jogar por duas épocas e Valvano foi demitido. Mais tarde ficou ainda provado que quatro dos seus atletas receberam dinheiro para perder jogos(Charles Shackleford arrecadou $65,000 dólares). Mais preocupado em ganhar titulos do que com os estudos dos jovens de NC State, Valvano teve ao longo da sua carreira apenas três atletas que completaram os cursos.
Claro que Jimmy V não concordava com estas acusações e publicou a sua versão na autobiografia: They Gave Me a Lifetime Contract, and Then They Declared Me Dead.
Após abandonar a carreira de treinador, comentou jogos para a ESPN e ABC. Em 1992 ganhou o prémio Cable ACE Award, para o melhor comentador de basquetebol.
Algum tempo antes de morrer criou a "V Foundation", uma organização dedicada à cura do cancro.
Ficou famoso o seu discurso :"Não desistas. Nunca desistas".
" O Cancro pode tirar todas as minhas capacidades físicas. Mas não pode tocar na minha mente, no meu coração, nem na minha alma. Para mim, há três coisas que todos nós devemos fazer todos os dias :Rir ( você deve rir todos os dia) pensar( Você deve gastar algum tempo a pensar )e finalmente ter emoções . Se você rir, pensar e chorar , o dia fica completo e ainda tem mais sete dias na semana onde pode fazer algo de especial ".
Dois meses mais tarde, Valvano morreu com apenas 47 anos , após uma longa batalha contra a doença .

O “V Foundation” é uma organização dedicada à caridade e a salvar vidas, ajudando a encontrar a cura para o cancro. Todos os anos quatro das melhores equipas universitárias disputam o Torneio "Jimmy V Basketball Classic” para angariar fundos.







terça-feira, 20 de novembro de 2007

Treinos na NCAA


Quem já teve , como eu, oportunidade de assistir a treinos dos "College" sabe bem do rigor , intensidade e entusiasmo dos mesmos.
Alguns videos relativos ao inicío desta época, de USC (Trojans), UCLA, Georgetwn (Hoyas) e Wake Forest, dão uma ideia de como se treina nos Estados Unidos.






John Calipari (Memphis)



A Universidade de Memphis é candidata ,este ano, ao título da NCAA (nº 3 do ranking).
Videos com treinos e jogos , já desta época , dão uma ideia de como jogam os "Tigers".
John Calipari treina a Universidade de Memphis desde ano 2000.
No período de 1982-85, foi "assistant coach" em Kansas under . De 1988 a 96, foi "head coach" de Massachusetts. De 1996-99,fi "head coach" e "Executive VP of basketball operations" nos New Jersey Nets, NBA. DE 1999a 2000 season, "assistant coach" nos Philadelphia 76ers.




College Basketball



Memphis vs UCONN



http://www.coachcalipari.com/calipari/main.aspx

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Jogos lúdicos....


Aprendi a gostar de basquetebol com os Profs.Mário Lemos, T.Lima e com o velho Aurélio.
Os jogos do "Horse" , a "Volta ao mundo", o "31", o "Alemão" e outros faziam parte da nossa aprendizagem.
Nas voltas da internet encontrei um filme do Pete Maravich onde ele brincava com a bola jogando ao "Horse". O mais curioso é que muitos dos lançamentos nós também os faziamos e nunca tinhamos visto o Maravich jogar, só o conheciamos de nome....

sábado, 3 de novembro de 2007

'Ensaio' nas modalidades


Um artigo do DN dava conta da captação de muitos jovens por parte do Râguebi, Triatlo e Basquetebol . Tal como não consegui encontrar no referido artigo dados do nosso basquetebol também não dou conta de tal entusiasmo ....
"As exibições e resultados internacionais dos atletas portugueses ao longo deste ano funcionam como um "ensaio" para o crescimento das modalidades no nosso país. Sem que o espaço do futebol esteja minimamente ameaçado, a verdade é que o râguebi, basquetebol e triatlo têm ganhado um maior mediatismo e com isso conquistado um significativo aumento do número de participantes.

As vitórias de Vanessa Fernandes deram a conhecer uma modalidade sem expressão em Portugal. A presença da selecção de basquetebol no Europeu, onde alcançou duas surpreendentes vitórias, mostrou que a Liga nacional também produz atletas de nível internacional. A histórica participação da selecção de râguebi no Mundial colocou o País a falar dos rituais do desporto da "oval". Aliás, a actual popularidade do râguebi é um fenómeno que só encontra paralelismo com o hóquei na década de 80 e inícios de 90.

Popularidade 'oval'

Escasseiam campos de treino para a modalidade, que na maioria dos clubes partilha os relvados do futebol; faltam infra--estruturas de apoio; quase não existem acções de formação; o investimento é praticamente nulo; os clubes de Lisboa estão saturados e não conseguem dar resposta à enorme procura dos novos praticantes; raros são os dirigentes que conhecem o termo profissionalismo. Esta é realidade portuguesa do râguebi, o desporto da moda, que os portugueses começaram agora a descobrir e a praticar, de tal forma que já se questionam as consequências da "febre" do râguebi, que está a alastrar de norte a sul do País.

Para já, ainda não é possível à Federação Portuguesa de Râguebi (FPR) quantificar com exactidão o crescimento verificado este ano, que se acentuou após a participação dos "lobos" no Mundial. Mas, como afirmou ao DN sport José Costa Dias, responsável do departamento de desenvolvimento da FPR, é seguro dizer que a maioria dos clubes duplicou o número de inscritos - o Belenenses, no ano passado, por esta altura, tinha 120 inscritos e agora, a dois meses do final das inscrições, já conta com 254 - e que algumas regiões estão a assistir ao nascimento em série de clubes, como é o caso do Alentejo, que de três passou para oito.

Actualmente existem 3409 atletas federados (dados de 2006/07), o que significa um aumento de 664 participantes relativamente à época 2005/2006. Números que ainda ficam longe dos 131 835 do futebol, ou dos 30 760 do andebol, mas que começam a chamar a atenção dos patrocinadores e dos responsáveis que parecem estar dispostos a aproveitar a onda de popularidade.

O boom desta modalidade atinge sobretudo os escalões mais jovens, entre os seis e os 14 anos. "Há miúdos a trocar o futebol, a natação, o judo pelo râguebi", diz José Costa Dias. Mas o fascínio pelas placagens não é exclusivo das crianças. "No Belenenses recebemos algumas mensagens que reflectem a onda de descoberta da modalidade e da vontade de experimentar. Um dos casos mais exemplificativos foi o de um jovem com 35 anos que nos escreveu a dizer que gostava de treinar com os seniores. Perguntava a que dias eram os treinos, a que horas e qual o equipamento. Fez uma breve descrição das suas características físicas e capacidades", contou ao DN Manuel Resende, director executivo do râguebi do Belenenses.

João, de 13 anos, treina no CDUP, sabe o nome de todos dos jogadores da Nova Zelândia e o seu sonho é representar a selecção e jogar numa equipa profissional, fora de Portugal, é claro. "Foram os meus pais que me incentivaram e hoje não me imagino sem este desporto", diz. "Os pais apercebem-se que o râguebi é uma escola de vida. É uma modalidade que transmite às crianças valores como o respeito, tolerância, humildade, honra, responsabilidade, espírito de equipa e amizade", explica Manuel Resende, adiantando que actualmente é mais a criança que procura o râguebi e os pais são confrontados com a escolha. A razão? "É um jogo de fuga, que se pratica ao ar livre, onde a liberdade é total. Além disso é divertido." com Cipriano Lucas e Elisabete Silva